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(Re)organização

Sobre inovação!

O tema está mais que quente, é bem mais que o assunto de gestão do dia. Mais ainda num mundo em crise!
Acabei de ler, e recomendo fortemente para quem esta se iniciando no assunto (ou simplesmente quer entender como pode aumentar a competitividade da sua organização): Innovation, The Five Disciplines for Creating What Customers Want. De Curtis R. Carlson e William W. Wilmot.

Vale a pena ler todinho, refletir e tentar aplicar na sua organização - é uma descrição muito bem elaborada de um processo de inovação, ou de criação de mais valor para seus consumidores.

(Re)organização, Liderança

Foco em resultados, dá resultados!

A revista Época Exame, Edição 14 - Abril de 2008, traz uma longa reportagem sobre Jorge Paulo Leman. Ele! O fundador do Garantia.

Jorge Paulo é um empreendedor de primeira. É dito ter o toque de midas, pois deixa um rastro de riqueza por tudo que passa. Segredo? Ou simplesmente disciplina? O algorítmo do sucesso parecem ter uma formulação muito simples: foco em resultados e meritocracia.

A cultura que desenvolveu no Garantia é tão forte que se propagou em vários outros empreendimentos que participa (ou participou), como a Imbev, Americanas.com e a GP Investimentos (veja a declaração de Antônio Bonchristiano, Co-CEO do empreendimento no Endeavor CEO Summit de 2008).

É formula de sucesso pra qualquer empreendimento? Participei de poucos, mas não tenho dúvidas que necessário é sim; suficiente, talvez não, mas quase!

(Re)organização

Inovação ou Six Sigma?

Inovação virou um mantra, agora é até muito feio não ter um programa de inovação na organização, mas…

De acordo com Alan Deutschman, inovação é o produto da criatividade X execução. Se a criatividade ou a execução é próxima de zero, a capacidade de inovar de uma organização é igualmente próxima de zero.

Então, parece fácil, assim dizendo. Mas há algum bom tempo as grandes e boas organizações embarcaram no modismo do Six Sigma, uma tentativa de aumentar a confiabilidade de processos e assim a escala de operações: melhoria contínua da forma de fazer, o mesmo!

Acontece que, ênfase na eficiência, evita a duplicação de esforço. Mas reduz a capacidade de criação, pois inibe a análise de um problema por pessoas diferentes e por diferentes ângulos. Criação é o novo, é o diferente, o desvio do mesmo ou da mesmice. É o que está além dos 6 sigmas da gaussiana.

Então, se você pensa em melhorar a produção, a eficiência, chame o povo do Six Sigma pra sua organização. Mas se você quer inovar, hummm, tenha cuidado! O Six Sigma pode levá-lo a melhorar mais e mais, a forma de fazer a coisa errada!

(Re)organização, Pessoas

Qual o propósito de uma ONG? O que é?

A maioria tenta definir de forma funcional, como uma organização que ocupa um espaço entre a iniciativa privada e o governo. Sem fins lucrativos. Terceiro setor, Etc. Mas para quê?

Peter Drucker talvez tenha a melhor resposta. Drucker é considerado o pai do Management, um homem, para a administração moderna, literalmente a frente de seu tempo… Em 1959, quando o mundo ainda estava em plena revolução industrial, saiu dele a expressão “trabalhador do conhecimento”. Até a morte aos 95 anos, produziu 39 livros sobre gestão. Não li todos, mas todos que li recomendo.

A introdução é somente pra dar peso ao texto que copiei do prefácio do seu livro “Managing The Nonprofit Organization - Principles and Practices”. É como ele define e dá um o propósito às organizações sem fins lucrativos. Segue:

“…And we now begin to realize what that “something” is. It is not that these institutions are “non-profit,” that is, that they are not business. It is also not that they are “non-governmental”. It is that they do something very diferent from either business or government. Business supplies, either goods or services. Government controls. A business has discharged its task when the customer buys the product, pays for it, and is satisfied with it. Government has discharged its function when its policies are effective. The “non-profit” institution neither supplies goods or services nor controls. Its “product” is neither a pair of shoes nor an effective regulation. Its product is a changed human being. The non-profit institutions are human-change agents. …”

Alguma coisa mais nobre em vista para fazer?

(Re)organização

Cauda longa, tem negócio por lá?

Cris Anderson, o editor chefe da Wired, escreveu um artigo, um livro e um blog inteiro sobre a economia virtual, ou talvez o comércio sem prateleiras, chamado de A Cauda Longa (já fiz uma referência para o livro aqui neste blog).

Segundo Cris, o tempo dos hits se foram. O mundo virtual, com sua capacidade de distribuição praticamente sem custos, possibilitou o encontro de forma muito mais abrangente e democrática, quem produz conteúdo com quem quer consumí-lo. O aumento, quase infinito, da oferta migraria consumidores de hits para nichos, mudaríamos de um mundo de “poucos para muitos”, para um “mundo de muitos para muitos grupos de poucos”.

Muito bem. Recentemente a pesquisadora da Harvard Business School, Anita Elberse, caiu em campo pra testar Cris, e saiu com conclusões diferentes (Should You Invest In The Long Tail?). Anita afirma que os hits vão continuar, aliás seria uma péssima estratégia tentar fugir deles. E prova com dados: 24% das músicas do itunes venderam apenas uma cópia, e 91% menos de 100 cópias!!!

Embora um único exemplo não seja suficiente para afirmar que Cris está errado, certamente por lá (itunes), a curva não aplainou, e o negócio, ao menos para o dono da prateleira virtual (Jobes), continua sendo os hits! Os dados apresentados pelo Rhapsody e Quickflix , dois negócios com características de cauda longa, confirmam seus achados.

Anita também destrói a esperança de quem está no rabo da cauda. Ela analisou quem consome conteúdos alternativos, aqueles considerados longe dos hits, e concluiu que, além de grandes consumidores de hits, eles são péssimos promotores de não hits… Cris respondeu e Anita deu o troco, a discussão é boa. Vá lá conferir.

(Re)organização

Software, complexidade e testes!

Mais ou menos, uns dezessete anos atrás. Foi quando comecei a me aventurar na área de computação eletrônica, como desenvolvedor de software para sistemas dedicados de telecomunicações (mais especificamente centrais eletrônicas e PABX, no mundo privado). De lá pra cá, muitas mudanças aconteceram, mas nenhuma em tão grande estilo quando ao processo de produção de software, especificamente, de teste de software.

Naquele momento, a indústria era totalmente verticalizada. As grande empresas disputavam todo o mercado, cuidando desde a fabricação de chip, ao sistema operacional, aplicações, vendas e distribuição. O trabalho do engenheiro de software refletia a (des)organização da indústria: fazíamos de tudo um pouco, até o compilador (CHILL) das nossas aplicações, escrevíamos e mantínhamos. Claro que num mundo como esse, as aplicações eram, sob qualquer métrica, trivialmente, mais simples.

A indústria evoluiu, horizontalizou, assim como a profissão. A especialização em áreas de atuação permitiu o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de sistemas, que montados em legos, desempenham muito mais funções.

Entregar dispositivos que atendam às suas especificações e não deixem os usuários na mão (literalmente) é em grande parte arte dos engenheiros de teste. Uma atividade cada vez mais difícil. Enquanto o número de funções cresce de forma linear, a combinação cruzada delas, cresce de forma exponencial! Um minúsculo celular hoje, desempenha muito mais funções e possui muito mais linhas de código que um mainframe da década de 70!

No C.E.S.A.R um grupo vem se destacando nesta atividade: o GRIT. Eles organizam o EBTS - Encontro Brasileiro em Teste de Software (neste você talvez já tenha ouvido falar). Em outubro vai rolar o terceiro, o EBTS 2008 . Ano passado compareceram representantes de mais de 80 empresas (brasileiras, portuguesas e outras). Vale a pena conferir, pois o assunto é dos mais quentes na indústria!

(Re)organização

Música digital, a revolução ainda por vir!

Música é contexto. Aprendemos a gostar de música ouvindo músicos, em ambientes reais, junto com outras pessoas. Aos poucos fomos adquirindo uma capacidade de registrar parte deste contexto, com a caixinha de música, o gramofone, o vinil e o CD. Mas ficou meio artificial, virou som de estúdio… Além do que se criou a regra do broadcast e a doutrina da prateleira: só conhecemos o que os rádios tocam, e só compramos o que o Wal-Mart vende.

Mas o mundo dá voltas. A redução dos custos de produção (um PC e mais alguma coisa vira um estúdio) e a democratização da distribuição na internet estão permitindo que muito mais gente apareça. Estamos saindo dos hits (poucos para muitos) para nichos (muitos para poucos).

E a revolução apenas começou… Em países como o Brasil, onde a classe C responde por quase 40% da população, e a banda larga por lá ainda é artigo de luxo (existe apenas em 1 a cada 20 residências), as mudanças estão ainda por acontecer.

E eu acredito que se dará através do celular. E longe das operadoras de telefonia móvel. No Brasil, a densidade é de quase 70 celulares por 100 habitantes; a taxa de aparelhos capazes de tocar mp3 deve atingir 60% em poucos anos; só falta uma alternativa aos preços extorsivos cobrados pelas operadoras para baixar uma música: mais de R$ 4,00 por faixa, fora o tráfego de dados, que pode chegar a outros R$ 10,00 em algumas. R$ 14,00 para colocar uma música no celular! Uhhh, quase o preço de um CD inteiro.

Não é pra menos, que alternativas como tocaê estão tendo o sucesso, ao menos o interesse, do público e músicos como estão. O tocaê usa tecnologia de comunicação por proximidade, o bluetooth, que permite transferência de arquivos independentemente das operadoras. O tocaê cobra R$ 0,50 por faixa baixada e ZERO pelo tráfego. Para o sucesso ser completo, só falta ter capilaridade, ao ponto de poder retornar ao contexto: permitir o download de músicas e vídeos gravados durante o show ou apresentação do qual você fazia parte.
Technorati Profile

(Re)organização

O foco é cliente, o cliente CERTO!

No setor de serviços, sob o ponto de vista de vendas, a venda mais fácil que há é aquela para um cliente já existente e muito satisfeito. É a dita renovação (de serviço prestado) ou extensão (um novo serviço). Não tem pra ninguém. Então, por que algumas empresas insistem em não identificar, quem de fato é seu cliente, e avaliar o nível de satisfação que estes tem dos seu serviços?

Sou cliente de um grande montadora de veículos e de uma pequena agência de turismo. Para a montadora, só adquiri um dos milhões de veículos que vendenderam ao longo de 2007, e só vou adquirir outro daqui há uns três anos. Mas sou um viajante recorrente, entre os melhores daquela agência de viagens. Tenho certeza que, em termos de receita relativa, represento para a agência dezenas de ordens de grandeza a mais do que para a montadora. No entanto, nunca recebi uma ligação deles…

Tudo se explica, mas nem sempre se justifica: minhas viagens são corporativas! Eles ligam para o gerente da empresa encarregado de compras…

Com a montadora é diferente. Quando precisei parar o carro, deixei-o com minha mãe. Ela mora próxima a uma concessionária e aproveitei uma das minhas muitas viagens. Bom, antes mesmo do meu retorno, a montadora já estava ligando para mim, para saber como havia sido o atendimento (note que foi a concessionária que me atendeu, não a montadora diretamente). Expliquei que não podia informar, pois foi minha mãe que levou o carro para a revisão.

A diferença principal ocorreu agora: eles imediatamente pediram o telefone dela, sim, o da minha mãe!

Então, não interessa se o seu produto foi vendido por terceiros, é sua marca que está em jogo e; cliente não é sempre aquele que paga, mas o que consome o serviço. Se ligue nele!!!

(Re)organização, Liderança, Pessoas

Alguns que li em 2007, e recomendo

Não seria mesmo história das guerras, mas, muito mais, a nossa história, contada através das guerras. No centro de tudo e do lado dos vencedores, estratégias e inovações: História das Guerras, de Demétrio Magnoli, André Martin e vários outros.

A estratégia e suas muitas facetas são classificadas e profundamente analisadas por Henry Mintzberg, Bruce Ahlstrand e Joseph Lampel no excelente Safári de Estratégia. Particularmente, o capítulo 5 “A Escola Empreendedora: a formação da estratégia como um processo visionário” é imperdível.

Já comentei noutro post, Peopleware, de longe, minha melhor leitura em 2007. Aqui novamente, para qualquer um, em qualquer organização que tenha gente: Peopleware, Productive Projects and Teams, de Tom DeMarco e Timothy Lister.

Chip Heath e Dan Heath expõem em “Idéias que colam, Por que algumas idéias pegam e outras não” um modelo de construção de comunicação, eficaz (segundo os autores, eu ainda vou testar) na mudança de pensamentos e comportamentos. Um tanto quanto ambicioso, mas extremamente útil na exposição de erros frequentes de comunicação.

A Cauda Longa de Chris Anderson encerra a lista. Neste livro Chris, que também é editor chefe da Wired Magazine e publica o blog The Long Tail expande suas idéias sobre as mudanças no mercado de mídia de milhões em poucos megahits, para poucos em milhões de pequenos nichos. Uma pré (e a maior parte) do que você encontra no livro pode ser lida na entrevista concedida a Global Business Networks: The Long Tail.

Escolha um, e boa leitura!

(Re)organização

É preciso sonhar…

Planejamentos estratégicos previsíveis, metas incrementais, ano após ano… Extrapolação do passado e nenhum exercício do que será o futuro… Quem ainda não viveu isso? A organização não sai do canto, mas todos comemoram no final do ano, mas uma vez, as metas cumpridas… É, se o mercado permitir, e a concorrência deixar, mantem-se o status quo um pouco mais… Novo patamar? Hum-hum! Nunca! Mais 2 ou 3 anos. Até a crise pegar (e forte).

É preciso sonhar… E se ter um sonho para se realizar! Só o sonho, tanto na visão, como na paixão de quem coletivamente (sim, planejamento estratégico precisa ser coletivo) sonhou e se esforça e se compromete para torná-lo real é capaz de manter uma organização crescendo saudável. Sonho coletivo, pactuado, compromissado!

Planejamentos incrementais, ano após ano, só dão conforto (aparente) de estabilidade. Se seu planejamento estratégico não lhe traz angústias e frio na barriga, se os recursos e estratégias atuais permitem que ele seja cumprido, você está se comportando como um sapinho na chaleira d’água esquentando: o tempo passa, a água fica cada vez mais gostosa e… Adeus sapinho!

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