O sucessso quando encontra organizações (ou mesmo indivíduos) embaça a vista. Acontece como um tsunami, a praia aumenta e aumenta, todos se divertem, sem que alguém se aperceba da grande onda…

O sucesso de hoje é passado! Para sobreviver por muito tempo é preciso, então, se entender no futuro e se reconstruir, continuamente, no presente.

O porém, e ele sempre existe, é que uma visão sobre o futuro (hoje) recoloca a organização noutro locus de negócio, no qual os recursos e capacidades atuais ou não fazem sentido, ou são insuficientes, ou os dois. É aí que muitos riem… A grande maioria ignora os sinais.

Com sorte, uns poucos entendem e começam a trabalhar pelo futuro. Mas… Enquanto uma parte acelera, uma outra freia… A organização inicia um processo de distensão. Fica parecendo algo como uma célula em processo de mitose! Só parecendo, porque o DNA de um lado pode muito pouco lembrar o do outro.

Nesta hora, quem tem o leme na mão não pode vacilar. Tem que declarar sua posição e agir em conformidade, pois de algumas possibilidades, tem uma que é certa. Haverá, em nome da paz, uma tentativa de se expelir os rebeldes, para que a organização, em tranquilidade, caminhe serena para um destino certo e conhecido: o seu fim!

O problema é clássico, conhecido e recorrente. Tem solução? O que fazer para que os pragmáticos acompanhem mais rapidamente o processo? Para que a ligação entre os dois blocos não se estreite demais? Para que a organização não se torne esquizofrênica? Se me permitirem sugestões, uma vale a pena: comunicação, comunicação e comunicação.