Imagine a cena: bola na área, goleiro no chão, e um zagueiro, um zagueiro no ataque, na área do adversário, de frente pra bola e pra barra, torcida em pé, pronta pra gritar gol… O zagueiro só tinha que meter o pé na bola… Hesita, não chuta, levanta a cabeça e procura o atacante do seu time, aquele que tem por função marcar o gol e fala:

- Posso chutar?

Inusitado como possa parecer, assim se comportam muitas e muitas pessoas em pequenas, médias e grandes empresas. As descrições funcionais, a hierarquia, as caixas (elas, as caixas) e gestões centralizadoras impedem que colaboradores mais atirados, mais pro-ativos, tomem decisões. Mesmo em momentos e situações para os quais não há a menor dúvida de qual decisão ou ação que se deve tomar.

Organizações nas quais se pede mais licença do que desculpas, onde os limites de funções são exatos, claramente estabelecidos, se tornam frágeis, incapazes de adaptação ou inovação. Andam como pernas que a rótula se acabou numa artrose…