Mais ou menos, uns dezessete anos atrás. Foi quando comecei a me aventurar na área de computação eletrônica, como desenvolvedor de software para sistemas dedicados de telecomunicações (mais especificamente centrais eletrônicas e PABX, no mundo privado). De lá pra cá, muitas mudanças aconteceram, mas nenhuma em tão grande estilo quando ao processo de produção de software, especificamente, de teste de software.

Naquele momento, a indústria era totalmente verticalizada. As grande empresas disputavam todo o mercado, cuidando desde a fabricação de chip, ao sistema operacional, aplicações, vendas e distribuição. O trabalho do engenheiro de software refletia a (des)organização da indústria: fazíamos de tudo um pouco, até o compilador (CHILL) das nossas aplicações, escrevíamos e mantínhamos. Claro que num mundo como esse, as aplicações eram, sob qualquer métrica, trivialmente, mais simples.

A indústria evoluiu, horizontalizou, assim como a profissão. A especialização em áreas de atuação permitiu o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de sistemas, que montados em legos, desempenham muito mais funções.

Entregar dispositivos que atendam às suas especificações e não deixem os usuários na mão (literalmente) é em grande parte arte dos engenheiros de teste. Uma atividade cada vez mais difícil. Enquanto o número de funções cresce de forma linear, a combinação cruzada delas, cresce de forma exponencial! Um minúsculo celular hoje, desempenha muito mais funções e possui muito mais linhas de código que um mainframe da década de 70!

No C.E.S.A.R um grupo vem se destacando nesta atividade: o GRIT. Eles organizam o EBTS - Encontro Brasileiro em Teste de Software (neste você talvez já tenha ouvido falar). Em outubro vai rolar o terceiro, o EBTS 2008 . Ano passado compareceram representantes de mais de 80 empresas (brasileiras, portuguesas e outras). Vale a pena conferir, pois o assunto é dos mais quentes na indústria!