Arquivo para Setembro, 2008

(Re)organização

Cauda longa, tem negócio por lá?

Cris Anderson, o editor chefe da Wired, escreveu um artigo, um livro e um blog inteiro sobre a economia virtual, ou talvez o comércio sem prateleiras, chamado de A Cauda Longa (já fiz uma referência para o livro aqui neste blog).

Segundo Cris, o tempo dos hits se foram. O mundo virtual, com sua capacidade de distribuição praticamente sem custos, possibilitou o encontro de forma muito mais abrangente e democrática, quem produz conteúdo com quem quer consumí-lo. O aumento, quase infinito, da oferta migraria consumidores de hits para nichos, mudaríamos de um mundo de “poucos para muitos”, para um “mundo de muitos para muitos grupos de poucos”.

Muito bem. Recentemente a pesquisadora da Harvard Business School, Anita Elberse, caiu em campo pra testar Cris, e saiu com conclusões diferentes (Should You Invest In The Long Tail?). Anita afirma que os hits vão continuar, aliás seria uma péssima estratégia tentar fugir deles. E prova com dados: 24% das músicas do itunes venderam apenas uma cópia, e 91% menos de 100 cópias!!!

Embora um único exemplo não seja suficiente para afirmar que Cris está errado, certamente por lá (itunes), a curva não aplainou, e o negócio, ao menos para o dono da prateleira virtual (Jobes), continua sendo os hits! Os dados apresentados pelo Rhapsody e Quickflix , dois negócios com características de cauda longa, confirmam seus achados.

Anita também destrói a esperança de quem está no rabo da cauda. Ela analisou quem consome conteúdos alternativos, aqueles considerados longe dos hits, e concluiu que, além de grandes consumidores de hits, eles são péssimos promotores de não hits… Cris respondeu e Anita deu o troco, a discussão é boa. Vá lá conferir.

Pessoas

Qualidade, o que é, e pra quem?

A retórica é sempre a mesma, isso ou aquilo custa mais caro, porque tem mais qualidade… E eu me pergunto, e o que é qualidade?

Segundo a Wikipédia, “…No que diz respeito aos produtos e/ou serviços vendidos no mercado, há várias definições para qualidade: “conformidade com as exigências dos clientes”, “relação custo/benefício”, “adequação ao uso”, “valor acrescentado, que produtos similares não possuem”; “fazer bem à primeira vez”; “produtos e/ou serviços com efetividade”. Enfim, o termo é geralmente empregado para significar “excelência” de um produto ou serviço.”

Boas definições, e outras que vi, similares, também o são, mas difusas… E sempre, falta, principalmente quando falamos de qualidade em produtos e serviços, o pra quem. Quer ver? Você e seu vizinho têm a mesma percepção do que é música de qualidade? (tomara que sim).

Pois é, qualidade é quase um estado de espírito, é parte da concepção de quem recebe, é percepção! E como tal, em negócios, não pode ser definido por você, mas apenas por quem recebe, os seus serviços e produtos. Se tem ou não qualidade, é o seu cliente quem vai dizer. Então se ligue nele!!!